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Associação projeta aumento de 11,7% nas importações em 2018

15/12/2017

Na primeira previsão para a balança comercial de 2018, divulgada ontem (14) no Rio de Janeiro, a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) estimou que as exportações alcançarão US$ 218,966 bilhões, alta de 1,1% em comparação aos US$ 216,462 bilhões esperados este ano. As importações ficarão em US$ 168,625 bilhões, mostrando aumento de 11,7% sobre os US$ 150,995 bilhões projetados para 2017. O saldo, contudo, será negativo em 23,1%, com total de US$ 50,341 bilhões no próximo ano, valor inferior aos US$ 65,467 bilhões previstos para 2017.

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da AEB, José Augusto de Castro, analisou que 2017 foi um ponto fora da curva. "Porque ano que vem, nós temos a expectativa de que, com a retomada do crescimento econômico interno, vai haver maior demanda por produtos importados. E as exportações crescerão somente 1,1%". Castro lembrou que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já anunciou que haverá uma quebra na safra de soja e de milho, itens que têm um peso grande na pauta de vendas para outros países.

Na exportação de produtos básicos em 2018, a previsão é de queda de 1,5%, "independente do que vier a acontecer por aí em termos de preço". Não há previsão, pelo menos por enquanto, de que ocorrerá explosão de preços. "O que nós temos certeza é de quebra de safra". Castro também afirmou que há previsão de um crescimento marginalizado na exportação de alguns itens.

Já os produtos manufaturados projetam expansão de 4,3%, em função da Argentina, cujo Produto Interno Bruto (soma de bens e serviços fabricados no país) tem alta prevista de 4% em 2018, o que vai demandar mais produtos importados e favorece o Brasil.

Mesmo com a queda da safra, soja continuará na liderança dos produtos exportados pelo Brasil no próximo ano, seguido de minério de ferro e petróleo, indicou a AEB.

Impacto das oscilações

José Augusto de Castro disse que o quadro político e econômico interno vai afetar a balança comercial. "Nós vamos ter muitos altos e baixos durante o ano e o câmbio vai oscilar bastante". Como o exportador não gosta de oscilações, isso deve prejudicar o comércio exterior, porque as empresas tenderão a adotar uma taxa de câmbio de segurança, que é menor do que a efetivamente praticada, para não ter surpresas no futuro, informou.

Castro afirmou ainda que a contribuição do PIB para o comércio exterior em 2018 será negativa, ao contrário de 2017, que será positiva, devido à retomada da atividade econômica interna, que demanda mais importações e pode até desestimular em parte as exportações. Castro avaliou que diante da retomada da economia, muitas empresas que estavam exportando pequenas quantidades podem priorizar atender o mercado interno e deixar o externo. Por outro lado, quem estava com a importação paralisada vai aumentar as compras externas para atender à demanda do mercado doméstico.

Para isso contribuem o aumento do consumo das famílias, a queda do desemprego e a redução do índice de inadimplência. "Todos esses aspectos favorecem o aumento das importações", assinalou o presidente da AEB.

Na última revisão da balança comercial de 2017, feita em 18 de julho passado, a AEB estimou exportações da ordem de US$ 209,017 bilhões, importações de US$ 145,795 bilhões e superávit de US$ 63,222 bilhões.

Fonte:Agência Brasil

 

 

 

A China importa produtos básicos do Brasil; os Estados Unidos são o maior mercado para aviões

14/12/2017

 

A participação dos produtos manufaturados na pauta exportadora do Brasil para a China e os Estados Unidos apresenta uma diferença abissal. Em relação aos chineses, os bens de maior valor agregado respondem por apenas 3,76% das exportações totais (US$ 1,66 bilhão). Enquanto isso, 56,0% dos embarques brasileiros para o mercado americano envolveram produtos industrializados e os embarques  geraram uma receita de US$ 13,71 bilhões. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e abrangem o período de janeiro a novembro deste ano.

 

No período, um pequeno grupo de  três produtos básicos (soja em grãos, minérios de ferro e petróleo) responderam por 81% de todas as vendas brasileiras para a China. Apenas um deles, a soja em grãos, ficou com uma fatia de 44% das exportações, gerando uma receita de US$ 19,52 bilhões.

 

Em relação aos Estados Unidos, a pauta exportadora foi liderada pelo petróleo ( US$ 2,47 bilhões e participação de 10% nos embarques), mas os aviões fabricados pela Embraer foram o segundo principal produto da pauta exportadora brasileira e apesar de as vendas terem caído 19,3% em relação ao mesmo período de 2016, renderam US$ 1,99 bilhão, correspondentes a 8,1% das exportações  totais para o mercado americano.

 

E enquanto a pauta exportadora para a China tem uma forte concentração nos bens de menor valor agregado, as vendas para os Estados Unidos têm a predominância dos produtos manufaturados e uma participação importante das outras categorias por fator agregado. Os produtos básicos tiveram uma alta de 34,7% no período, somaram US$ 4,39 bilhões e responderam por 17,9% das vendas totais aos americanos. Por sua vez, os bens semimanufaturados também tiveram alta nas exportações (26,9%), totalizaram US$ 4,58 bilhões e ficaram com uma fatia de  18,7% do total exportado.

 

Fonte: Comex do Brasil

 

 

 

Maioria dos pequenos negócios deixa de exportar depois de uma operação

13/12/2017

A maioria das micro e pequenas empresas (70%) deixa de exportar depois de realizar uma operação de venda externa, afirmou ontem o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, durante um evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham).

“Não há uma manutenção delas na base exportadora. A maioria exporta de forma esporádica”, completou. Para Afif, esta proporção está em desequilíbrio com a quantidade de micro e pequenos negócios existentes no País. Hoje, estes correspondem a 98% das empresas brasileiras, no entanto, são responsáveis apenas por 0,54% do valor vendido a outros países.

“Nosso desafio é aumentar o valor dessas exportações”, declarou Afif, acrescentando que um levantamento do Sebrae localizou 142 entraves burocráticos às operações internacionais de pequenas empresas, como dificuldades de desembaraço aduaneiro.

Um primeiro passo dado nesse sentido foi a criação do Simples Internacional em 2013, quando Afif ainda era ministro da extinta Secretaria da Micro e Pequena Empresa. O programa foi regulamentado no ano passado e, hoje, funciona por meio de um projeto-piloto entre o Brasil e a Argentina, focado na troca de produtos de baixo risco via remessa expressa. O programa institui um operador logístico que simplifica os processos de licenciamento, despacho aduaneiro e operações de câmbio, diz Afif. Duas empresas de operação logística já estão cadastradas no Simples Internacional: UPS e DHL.

Sugestões

O presidente do Sebrae contou que empresários argentinos e brasileiros já fizeram sugestões para aprimorar o Simples Internacional. Uma delas é a necessidade de reconhecimento mútuo de certificados sanitários e fitossanitários, além de uma regulamentação do Sistema de Trânsito Aduaneiro Internacional do Brasil e de uma legislação que permita as micro e pequenas empresas dos dois países participar das compras governamentais.

Os empresários apontam ainda a necessidade de melhorias no Sistema de Moeda Local para que sejam oferecidas tarifas competitivas e tratamento diferenciado para os pequenos negócios.

Outro entrave para o desenvolvimento das exportações das MPEs são o acesso ao crédito, pontou Afif. Segundo ele, a concentração bancária no País é um dos aspectos que dificultam o financiamento aos pequenos negócios. Para avançar nesse sentido, também vem sendo discutida por órgãos do governo a implementação da Empresa Simples de Crédito (ESC), voltada para a oferta de empréstimos às empresas de menor porte.

Durante o evento da Amcham, o sócio diretor da consultoria Direto Brasil, Dirk Thomaz Schwenkow, reforçou que enquanto o Brasil continuar exportando produtos de baixo valor agregado, focado apenas nas commodities agrícolas e minerais, não irá alcançar os níveis de competitividade da China e da Índia, por exemplo. Segundo ele, o País precisa aproveitar os seus recursos naturais, transformando-os em produtos de alto valor agregado. Neste sentido, a micro e pequena empresa pode ter um papel relevante.

Afif disse também que o Sebrae está investindo R$ 200 milhões em programas de desburocratização da Receita Federal, órgão cujo orçamento de investimento “está zerado”. Um dos aportes feitos pelo Sebrae é na Redesimples.

Fonte: DCI - SP

 

 

 

Duas primeiras semanas de dezembro têm superávit de US$ 1,038 bilhão

12/12/2017

 

Nas duas primeiras semanas de dezembro de 2017, que tiveram seis dias úteis, a balança comercial brasileira teve superávit de US$ 1,038 bilhão - resultado de exportações no valor de US$ 4,779 bilhões e importações de US$ 3,741 bilhões. No ano, as exportações chegam a US$ 204,929 bilhões e as importações somam US$ 141,888 bilhões, com saldo positivo de US$ 63,041 bilhões.

 

Nas exportações, comparadas as médias até a segunda semana de dezembro deste ano (US$ 796,4 milhões) com a de dezembro do ano passado (US$ 724,6 milhões), houve crescimento de 9,9%, em razão do aumento nas vendas das três categorias de produtos: semimanufaturados (14,9%, por conta, principalmente, de semimanufaturados de ferro e aço, madeira em estilhas ou em partículas, ferro-ligas, catodos de cobre, madeira serrada ou fendida, ouro em formas semimanufaturadas), básicos (9,2%, por conta, principalmente, de soja em grãos, milho em grãos, minério de cobre, algodão em bruto, carne bovina, fumo em folhas) e manufaturados (8,4%, em função de óxidos e hidróxidos de alumínio, automóveis de passageiros, máquinas para terraplanagem, gasolina, polímeros plásticos, etanol).

 

Em relação a novembro de 2017, também pela média diária, houve retração de 4,5%, em virtude da queda nas vendas de produtos básicos (-16,4%), enquanto que cresceram as vendas de produtos semimanufaturados (10%) e manufaturados (1,6%). Nas importações, a média diária até a segunda semana deste mês (US$ 623,5 milhões), ficou 19% acima da média de dezembro do ano passado (US$ 523,9 milhões). Nesse comparativo, aumentaram os gastos, principalmente, com químicos orgânicos e inorgânicos (35,4%), instrumentos de ótica e precisão (34,8%), plásticos e obras (31,8%), veículos automóveis e partes (31,6%) e equipamentos eletroeletrônicos (27,7%). Na comparação com novembro de 2017, houve queda de 5,1%, pela diminuição nas compras de combustíveis e lubrificantes (-40,5%), cobre e obras (-25,2%), equipamentos eletroeletrônicos (-8,5%), químicos orgânicos e inorgânicos (-8,5%) e veículos automóveis e partes (-7,1%).

 

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - MDIC

 

 

 

União Europeia e Mercosul encerram rodada de negociação e buscarão avanços na OMC

11/12/2017

 

A União Europeia (UE) e o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) fecharam na última sexta-feira (8) mais uma rodada de negociações para um acordo de associação e comércio, durante a qual aconteceu um nova troca de ofertas comerciais. Os dois blocos continuarão buscando um acordo político na  11ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), iniciada neste domingo e que irá até o dia 14 de dezembro, em Buenos Aires. A informação é da EFE.

 

“A UE segue comprometida com o objetivo de [alcançar] um acordo ambicioso que seja benéfico para todos. Ambas as partes voltarão a se reunir novamente na semana que vem, em paralelo à conferência ministerial da OMC”, indicaram à Agência EFE fontes do bloco europeu ao término da rodada de hoje com os países do Mercosul.

 

Na última rodada de negociações, que começou em 29 de novembro, ocorreram avanços em medidas sanitárias e fitossanitárias, desenvolvimento sustentável e serviços, aspectos que já estão praticamente finalizados. Também já foram concluídos os pontos relativos à competência,  facilitação do comércio e cooperação em matéria alfandegária.

 

Agenda vasta

 

As conversas abrangeram todas as áreas em negociação, incluindo bens, serviços, compras públicas, medidas sanitárias e fitossanitárias, propriedade intelectual, indicações geográficas, comércio, desenvolvimento sustentável, pequenas e médias empresas, barreiras técnicas ao comércio e resolução de disputas, indicaram as fontes.

 

Fontes do Mercosul próximas da negociação confirmaram na quarta-feira a troca de novas ofertas entre ambas as equipes, mas estas não incluíram melhorias nos pontos sobre carne bovina e etanol, que estão entre os pontos mais complexos.

 

O potencial acordo político, que pode deixar aspectos técnicos inacabados, como aconteceu nas negociações entre a UE e o Japão, deverá, no entanto, incluir as quotas de acesso de mercado a esses polêmicos produtos, que geram controvérsia entre os agricultores europeus.

 

Fontes do Mercosul reiteraram que “encontrar um nível aceitável de quotas para esses produtos não está muito longe do alcance” dos negociadores.

 

Fonte: Agências Brasil e EFE 

 

 

 

Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e Egito é publicado no Diário Oficial

08/12/2017

O Diário Oficial da União desta quinta-feira, 07/12, trouxe a promulgação do Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a República Árabe do Egito, firmado em San Juan, em 2 de agosto de 2010, conforme consta do Decreto nº 9.229.

O acordo pretende fortalecer o sistema multilateral de comércio, criando condições mais favoráveis para o desenvolvimento sustentável. Entre os objetivos estão a eliminação de entraves e restrições ao comércio de bens, incluindo bens agrícolas; promoção do desenvolvimento harmonioso das relações econômicas; e viabilização das condições de concorrência leal no comércio.

O texto do acordo apresenta todas as regras para a sua aplicação, tanto na área de comércio de bens como em investimentos e serviços.

Critérios, controle e verificação de origem também são amplamente destacados no acordo, que ainda dispõe sobre as medidas de salvaguardas preferenciais.

O Acordo entrará em vigor dentro de 30 dias a contar da notificação pelo Depositário (no caso o Paraguai) do depósito do instrumento de ratificação da última Parte Signatária.

Colômbia

Na mesma data, foi publicado o Decreto nº 9.230, que dispõe sobre a execução do Acordo de Complementação Econômica nº 72 (ACE nº 72), firmado entre os governos da Argentina, do Brasil, do Paraguai e do Uruguai, (como Estados Partes do Mercosul), e o governo da Colômbia. O acordo data de julho de 2017 e apresenta todo o Programa de Liberalização Comercial entre as partes. Também inclui um anexo para tratar o entendimento entre os governos do Brasil e da Colômbia sobre o aprofundamento de preferências tarifárias bilaterais no setor automotivo. As regras de origem também estão definidas no texto publicado.

Fonte:Aduaneiras

 

 

 

Receita Federal abre Consulta Pública objetivando simplificar a certificação dos Operadores Econômico Autorizados (OEA)

07/12/2017


Já está disponível no sítio da Receita Federal na Internet a Consulta Pública RFB nº 11, de 2017, que dispõe sobre o Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado e tem por objetivo simplificar o processo de certificação dos intervenientes da cadeia logística como OEA, no intuito de agilizar esse procedimento e de descentralizar a competência de gerir e de executar essas atividades e o monitoramento dos OEA.

Com a consolidação do referido programa alguns aprimoramentos se fizeram necessários, mas respeitando a Estrutura Normativa do SAFE da Organização Mundial de Aduanas (OMA), bem como tendo como parâmetro a boa prática internacional, em especial a União Europeia e os Estados Unidos da América.

Já foi implementada a primeira parte do Sistema OEA, que foi concebido de forma a receber requerimentos para OEA-Segurança ou OEA-Conformidade (Nível 1 e 2), sendo que cada solicitação irá gerar uma certificação específica. Existe atualmente a modalidade de certificação OEA-Pleno (OEA-P), quando o interveniente na cadeia logística é certificado na modalidade OEA-Segurança e OEA-Conformidade Nível 2. Considerando a lógica do sistema implementado, está sendo sugerido o fim da modalidade OEA-P, porém o OEA poderia continuar utilizando a denominação Pleno, com uma finalidade de marketing.

Dessa forma, tendo em vista o processo de simplificação da certificação dos OEA, a descentralização da competência de gerir e de executar as atividades relativas à certificação e ao monitoramento dos OEA, assim como a implantação do novo Sistema OEA, há necessidade de correções e de aprimoramentos em alguns procedimentos existentes e na norma relativa ao Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado.

Propõem-se, portanto, as alterações constantes na minuta da Consulta Pública RFB nº 11, de 2017, que altera a Instrução Normativa RFB nº 1.598, de 2015. As sugestões podem ser oferecidas até o dia 20 de dezembro de 2017.

Fonte:Receita Federal do Brasil - RFB

 

 

 

Alta das exportações desacelera em novembro

06/12/2017

 

As exportações brasileiras somaram US$ 16,688 bilhões em novembro, um avanço de 2,9% em relação ao penúltimo mês do ano passado. Foi o menor aumento na comparação interanual visto em 2017.

 

Já no confronto com outubro deste ano, as vendas para o exterior recuaram 7,2%, segundo dados divulgados na última sexta-feira pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).

 

A queda de 14,2% dos embarques de manufaturados, na comparação com novembro de 2016, causou a desaceleração das vendas no mês. Entre os produtos industrializados, teve destaque o recuo das exportações de açúcar refinado (-39%) e aviões (-11,9%).

 

De acordo com especialista consultado pelo DCI, o resultado de novembro não é preocupante, mas o avanço dos embarques deve se manter em patamar um pouco mais baixo durante os próximos meses.

 

"Em novembro de 2016, houve a exportação pontual de duas plataformas de petróleo, por US$ 1,9 bilhão, o que tornou essa comparação um pouco mais difícil", afirma José Augusto de Castro, presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB).

 

Ele destaca o avanço nas vendas de outros manufaturados, como as máquinas para terraplanagem (133,0%), para justificar a opinião de que o quadro para as vendas internacionais continua favorável.

 

Sobre a tendência para 2018, Castro diz que os embarques devem seguir em alta, mas bem abaixo do patamar atual.

 

"O aumento nos preços do petróleo e do minério de ferro deve compensar a safra mais fraca de 2018. Além disso, o PIB [Produto Interno Bruto] da Argentina deve ganhar força, o que favorece as exportações de manufaturados". Nesse cenário, ele prevê um aumento de 5% para os embarques do País.

 

Entre janeiro e novembro de 2017, as exportações somaram US$ 200,154 bilhões, aumento de 18,2% no confronto com igual período do ano passado.

 

Fonte: DCI - SP

 

 

 

Estudo do Sebrae mostra aumento de 12% na participação das PMEs nas exportações em 2016

05/12/2017

 

Apesar da crise financeira, o número de pequenos negócios exportadores registrou um crescimento de 12% em 2016, frente ao ano anterior. O desempenho é verificado pelo estudo “As Micro e Pequenas Empresas nas Exportações Brasileiras – 2009 a 2016”, realizado pelo Sebrae com a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).

 

Em 2011, as MPE representavam 32,8% do total de empresas exportadoras. A participação subiu para 38%, em 2016, quando mais de 8 mil empresas de micro e pequeno porte venderam para o exterior, alcançando o recorde da série histórica.

 

“A tendência é que este número continue crescendo, pois hoje as MPE têm maior facilidade para acessar compradores internacionais, até por meio da internet e das mídias sociais. Sem falar nos avanços obtidos com o Simples Internacional, como o Operador Logístico Internacional – figura que cuida de toda a tramitação burocrática para o comércio exterior do pequeno exportador ”, comentou o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, em referência ao conjunto de medidas respaldadas na Lei 147/2014, que alterou o Estatuto da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, assegurando o acesso ao mercado externo por meio de procedimentos simplificados de habilitação e despacho aduaneiro.

 

Para o presidente, apesar do esforço do governo em abrir caminho para as exportações, falta criar uma política de comércio exterior voltada às micro e pequenas empresas e integrar mais os órgãos anuentes que autorizam as compras e vendas para o exterior. “O comércio exterior é um emaranhado de obstáculos que as empresas têm que ultrapassar As grandes têm mais casco para atravessar esse mar, mas as pequenas não”, analisou.

 

O estudo do Sebrae também apontou uma tendência de aumento do valor total exportado pelas micro e pequenas empresas, em contrapartida ao movimento verificado entre as médias e grandes exportadoras. Em 2016, as MPE faturaram US$ 997,7 milhões em vendas para fora, o que significou alta de 6% em relação ao ano anterior. No mesmo período, o valor exportado pelas médias e grandes empresas caiu 3,5%.

 

“Mesmo com tantas dificuldades, juros altos e falta de crédito, os pequenos negócios têm conseguido furar bloqueios e se posicionar no cenário das exportações. Por isso, o Sebrae continua investindo muito em consultorias on-line, capacitações e informações sobre inteligência de mercado para preparar esse empresário”, afirmou Guilherme Afif Domingos.

 

Em 2016, o foco das exportações das MPE foram os mercados dos Estados Unidos e do Canadá (20,5% das vendas totais), do Mercosul (20,3%) e da União Europeia (20,2%). Os principais produtos exportados pelas microempresas são vestuário, calcados e, pedras preciosas ou semipreciosas, enquanto as pequenas empresas se destacaram nas exportações de madeira serrada, obras de mármore e granitos e também nas vendas externas de pedras preciosas.

 

De acordo com o estudo do Sebrae, 90% das empresas de micro e pequeno porte que exportam estão concentradas em cinco estados: São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.

 

Fonte: Sebrae

 

 

 

A partir de julho de 2018 exportações deverão ser realizadas exclusivamente por meio do Portal Único

04/12/2017

 

Exportadores de todo o Brasil terão até o dia 2 de julho do ano que vem para migrar completamente suas operações para o Novo Processo de Exportações do Portal Único de Comércio Exterior. A decisão foi tomada pela Comissão Gestora do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), durante reunião realizada na última quarta-feira (29). A medida foi fundamentada no compromisso assumido pelo governo federal de trabalhar em prol da facilitação do comércio e da previsibilidade e reflete ainda a necessidade de se conferir maior racionalidade aos gastos públicos.
 
Também a partir de 2 de julho de 2018 serão interrompidos os novos registros nos módulos Novoex, DE-Hod e DE Web, sistemas atualmente utilizados para a realização de exportações. Entretanto, esses módulos permanecerão disponíveis para consultas e retificações dos registros previamente efetuados.
 
Até que o desligamento dos referidos módulos ocorra, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e a Receita Federal do Brasil (RFB) intensificarão as ações de divulgação e capacitação dos operadores de comércio exterior para garantir que a transição entre os sistemas aconteça de maneira segura e previsível. A data limite para a migração das operações de importação ainda será oportunamente definida e divulgada.
 
Novo Processo de Exportações

 

Dentre as facilidades disponibilizadas pelo Novo Processo de Exportações aos operadores de comércio exterior estão a substituição de três documentos processados nos sistemas antigos - o Registro de Exportação (RE), a Declaração de Exportação (DE) e a Declaração Simplificada de Exportação (DSE) - pela Declaração Única de Exportação (DUE), a integração da DUE com a Nota Fiscal Eletrônica (Nfe), a melhor rastreabilidade e controle das operações, a redução de pelo menos 60% no número de informações prestadas e o paralelismo dos fluxos processuais.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC